RSS

Arquivo da categoria: Jogando

Última jogada: Sonic CD

Sonic CD. Um jogo que, por mais de uma década, esteve perdido no tempo. Sucesso de crítica e fracasso de vendas por ter sido lançado no malfadado Sega CD, ele foi vítima de diversos portes meia-boca para PC e Playstation 2, com bugs e problemas de performance que faziam qualquer um desistir.

Pule para 2011, 18 anos depois de seu primeiro lançamento. Sonic CD acabou de ser relançado para diversas plataformas, e tive o prazer de jogá-lo no iPad. Prazer mesmo, pois esse porte traz performance perfeita em todos os momentos, ambas as trilhas sonoras japonesa e norte-americana para escolher e nenhuma fase cortada fora. Tudo isso por apenas duas doletas.

Controle e balanceamento perfeitamente polidos, múltiplas linhas do tempo e um conjunto gigante de possibilidades fazem desse Sonic um jogo incrível, digno de estar em qualquer lista de top 100. Ele simboliza como ninguém o ápice da criatividade da Sega, ou como dizem, “o melhor da época que a Sega sabia fazer jogo”. Uma era que toda vez que ouvimos o nome “Sonic” rezamos que seja revivida.

Se você tem qualquer uma das plataformas em que esse jogo foi lançado, não deixe passar em branco. Esse jogo representa um dos momentos mais lindos da história do videogame e seria um crime deixá-lo para trás. Mesmo apesar dele ser difícil pra burro.

Anúncios
 
2 Comentários

Publicado por em 18/12/2011 em Jogando

 

Última Jogada: inFamous 2

Pro verão, camiseta e diapasão.

Já perceberam essa tendência de dar nome pras coisas com letras maiúsculas no meio à la iPod? É.

Gostei. Resolveram a monotonia das quests secundárias, tiraram aquelas garras elétricas que ninguém lembrava de usar e me deram uma arma.

Também deixaram a voz do protagonista menos cavernosa e a história toda dele mais leve, o que faz total sentido considerando que ele é um cara de vinte e poucos anos que trabalhava de office boy e só. Achei mais autêntico. Também gostei das reviravoltas de enredo; não tão doidas quanto as do primeiro jogo, mas muito boas mesmo assim. O final é bem doido também, e bem inesperado.

O visual é mais bonito e variado, deixando claro que a segunda edição teve um orçamento mais amigo. Os pombos-correio e as blast shards agora são encontráveis e muito mais agradáveis de se correr atrás.

Só não gostei das quests criadas por usuário. Além de ter um troféu pra quem cria uma fase, o que deixa todas as cidades lotadas de quests mal planejadas e horrorosas, e ter o troféu de jogar as últimas fases criadas, o que te leva a jogar diversas fases horrorosas e mal planejadas, de 10 quests que joguei, 8 bugaram horrivelmente com NPCs travados, o que me fez não conseguir terminá-las.

Platina fácil, aliás. Basta jogar duas vezes. Aliás, jogo tão tranquilo que dá até pra pegar o troféu de fechar no hard. Podem botar fé.

Agora voltarei pros jogos de tiro, que eles estão fazendo volume na minha estante.

 
Comentários desativados em Última Jogada: inFamous 2

Publicado por em 07/09/2011 em Jogando

 

Última jogada: Uncharted 2

Porque todo protagonista de videogame de hoje em dia que paga de machão é a cara do Ben Affleck.

“Ei maluco, bora fazer um jogo do Indiana Jones? Caça a tesouros, minas gostosas, protagonista bonachão e tudo o mais?”

“Ah véi, eu super topava, mas é mó caro pagar pro Spielberg pra poder ter os direitos do Indiana Jones.”

“Que pena… Então bora fazer assim mesmo, mas a gente dá outro nome pro protagonista! Aí ninguém pode processar a gente!”

Aposto que esse diálogo já rolou dentro da Naughty Dog há alguns anos atrás.

Cinematograficamente lindo, com um apego a detalhes raro de se ver. Parkour que não é sandbox feito inFamous ou Assassin’s Creed, nem é limitado decentemente feito Mirror’s Edge e que me deixou morrendo de raiva – ele dá pulo de costas e alcança plataformas a 5 metros de distância mas não quer subir nesse caixote? Boa seleção de armas, as quais foram razoavelmente bem reproduzidas, se considerando o escopo do jogo. Balanceamento decente durante o tempo que ele deixa você jogar, é claro: achei que esse tanto abusivo de cutscene fosse exclusividade de Metal Gear Solid.

Historinha divertida, jogo divertido, pena que passou tão rápido. No aguardo do 3.

Aliás, nem joguei o primeiro e fui de cara nesse. Perdi muita coisa?

 
5 Comentários

Publicado por em 29/08/2011 em Jogando

 

Última jogada: inFamous

Corre, negada!

Ganhei esse no programa de Welcome Back da Sony. Até pretendia comprá-lo, mas tinham tantos jogos na fila da jogatina que fui adiando e adiando. Até que agora me empurraram ele e eu decidi dar uma chance.

Ao começar, logo sinto que ele é uma mistura de Assassins Creed com Mirror’s Edge. Mundo aberto, conspirações, e nada de armas. Entre um soco e outro, aprendem-se muitos jeitos diferentes de soltar raios e trovões.

Posso dizer com louvor que inFamous cumpre tudo que promete. Jogatina gostosinha, inimigos desafiadores, poderes bem diferentes uns dos outros e, no final, a deixa pra continuação. A sensação de liberdade e a possibilidade de subir em qualquer parede do jogo todo é deliciosa, e até os mecanismos que o jogo tem de evitar que você vá pras cidades avançadas antes do tempo são muito bem caprichados e balanceados.

A estória é boa e tem diversas reviravoltas que te deixa entusiasmado em jogar mais e desvendar mais segredos do jogo o tempo todo. Só fiquei meio triste que, pelo jogo ter um sistema de karma e você acabar sendo bonzinho ou malvado durante o decorrer da estória, precisa jogar pelo menos duas vezes pra platinar geral. Mas tudo bem, continua sendo um jogo “mó legal”.

E por esse precinho ainda, acho que vira obrigação!

 
2 Comentários

Publicado por em 25/08/2011 em Jogando

 

Hype e Preconceito

TENSO

Acho engraçado como a palavra “hype” entrou no linguajar brasileiro, principalmente no dialeto gamer, para representar a expectativa que temos quanto a algo.

Ou seja, queremos que esse algo seja do jeito que imaginamos. Na maioria das vezes, ele acaba destruindo a nossa impressão final do produto, pois a expectativa costuma ser muito maior que o resultado. Hype nos ajuda a criar uma visão errada do futuro acontecimento, e por mais que seja interessante num ponto de vista de marketing pra gerar aquele famoso “boom” de venda inicial, ele pode também ser responsável pela total falha do produto. Brincar com hype é como jogar na loto: pode ajudar muito ou atrapalhar muito.

Exemplos? Ajuda todo produto da Apple, que todo mundo fica um ano inteiro ansioso pra comprar, faz fila em porta de loja, e ainda eles dão uma segurada no estoque pra ir vendendo aos poucos e manter a expectativa no ar. Saída muito arriscada, mas como se diz, eles “tão podendo”. Já Daikatana era um jogo nota 7 que foi completamente destruído por seu excesso de hype, e bem, acho que o anúncio deles diz o nível do hype.

Se pegarmos a origem da palavra preconceito e pensarmos nela no que ela realmente é, o tal do pré-conceito – hype se torna uma espécie de preconceito. Sempre houve muito burburinho e militância em volta do conceito de preconceito, principalmente porque é geralmente ligado a algo mais negativo e pesado do que a palavra hype e nesse caso há um poder acentuado de destrução de vidas maior que o do hype.

Nisso, tiramos duas conclusões: que hype é só uma palavra mais bonitinha pra um tipo específico de preconceito, e que sempre que aquele seu amigo chato vier vestido de líder de torcida com pompons na mão gritando “ai gente esse iPhone 5 é tããão revolucionário!”, você tem todo o direito do mundo de parar de falar com ele, afinal, puta cara preconceituoso.

 
1 comentário

Publicado por em 21/08/2011 em Chave de Cadeia, Doideras, Jogando

 

Brinquedo Novo

Dark Side of the Force

Usava esse wallpaper no trampo. Acho que vou continuar.

Meu computador novo chega terça feira. Decidi comprar um notebook resistente com carcaça de metal e hardware potente ao invés de partir pras alternativas gamers, que geralmente trazem mais performance, mais LED colorido, mais peso e mais plástico. Do jeito que sou gentil com meus gadgets, prefiro pegar algo que vai aguentar o tranco de ser carregado todo dia pra lá e pra cá.

Perco algo em torno de 4 horas diárias no translado entre facul e casa. Fico feliz que tenho um telefone que me conta se devo vir de ônibus ou trem pra chegar mais rápido, e me conta quantos minutos faltam pro ônibus chegar. Totalmente do futuro.

As aulas são boas. O Wi-fi de lá, não. Aliás, o wi-fi do busão, que é melhor que o de Berkeley, é bem equivalente a um 3G, só sem me cobrar pelo envio de dados. Dentro de lá também não pega celular direito. Berkeley tem bosques lindos, tudo muito com cara de filme de fadinha. Stanford tem jardins lindos, tudo muito bem cuidado, perfeitinho e florido. Os geeks estão em Stanford, os hippies em Berkeley, e tudo faz sentido.

Amanhã começa a maratona de almoçar sanduíche dentro da sala de aula, e continuo com minhas viagens diárias. E dá-lhe Pandora no celular, que semana passada fez ótimas rádios baseadas em Ladytron e When in Rome. Só clássico.

 
Comentários desativados em Brinquedo Novo

Publicado por em 09/05/2011 em Consumismo, Jogando

 

DPS, Healer, Tank.

Death Knight esnobe.

Comecei jogando de DPS: um personagem cuja única meta é causar dano a oponentes. Minha personagem podia curar, mas eu me sentia afrontada: queria dar dano! Que absurdo, curar. Dar dano é mais legal.

Com o tempo, percebi que a maioria das pessoas jogavam com personagens DPS. Diz-se que é mais fácil, que diverte mais. Aprendi a dar dano muito bem, mas minha preocupação com o grupo fez com que eu não só desse dano, mas também trabalhasse para manter o grupo saudável e funcionando, usando outras habilidades que não são só de dano para ajudar o todo. Não deu muito certo. Espera-se que um DPS seja descerebrado e só dê o máximo de dano que puder. Vendo isso, mudei de profissão dentro do jogo.

Healers têm como responsabilidade manter o grupo vivo. Um bom healer se mantém escondido, só aparece quando é necessário e mantém todos vivos. Me mantive assim por muito tempo, ajudando os outros. O porém é que, em muitos momentos, a falta de perícia de outros no grupo fazia com que o grupo todo falhasse. Não basta ser um bom jogador para manter todos vivos, o grupo precisa funcionar coesamente. Para isso, é necessário um líder com pulso firme que tenha capacidade de unir e guiar o grupo.

Dessa vez, quis experimentar ser Tank. Segurar os bichos enquanto os outros batem. Manter os bichos longe do Healer, e segurá-los para não baterem nos DPS descerebrados, controlando o ritmo do progresso pelas aventuras. Esta é a posição de maior responsabilidade num grupo, pois é seu dever manter tudo em ordem para que a experiência seja o mais interessante possível.

No fim das contas, não é dar dano que faz a experiência ser divertida, e sim o prazer de participar de um grupo que funciona bem. Assumir um papel de liderança significa mais obrigações e responsabilidades, mas ao mesmo tempo põe nas suas mãos o controle de criar um grupo que seja um sucesso ou um fracasso.

Percebi que muito pouca gente quer ter essa responsabilidade: enquanto DPS, a fila de espera para conseguir um grupo é de meia hora; enquanto Healer, é de dez minutos. Já Tanks conseguem grupos instantaneamente. Todos querem se divertir, mas a responsabilidade assusta a maioria.

Aí descobri que segurar os bichos é que nem dar dano com responsabilidade. Hoje, me divirto muito mais do que quando dependia da sorte para conseguir um bom grupo. Tenho o poder de me divertir em minhas mãos, e garanto: responsabilidade é difícil, mas quando você não se importa de pensar nos outros também além de lembrar de você, tudo funciona melhor.

(post originalmente postado no Tomate Pelado, que está desativado mas que tem planos pra voltar como um blog mais de comida mesmo)

 
5 Comentários

Publicado por em 13/04/2011 em Jogando

 
 
%d blogueiros gostam disto: