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Arquivo da categoria: Myself and I

Oi, Brasil!

Retrovisor tipo balcão de bar.

Dizem que bom filho à casa torna. Não sei se conta nesse caso, já que voltei à cidade onde fiz faculdade e não  à mamãe.

Brasil é um país legal. Cheio de problema e de festas boas sem hora pra acabar. Onde não só sair bebendo uma cerveja na rua não é crime, mas também muita coisa acontece sem ser punida. Todos país é feito de contrastes, e nenhum outro país sabe dar um jeitinho de unir todos eles num lugar só como o nosso faz.

É sempre difícil mudar. Muito do que achamos que conhecemos foi mudado de forma e lugar feito vento em dunas de areia. Tudo que nos era tão familiar há pouco tempo se torna estranho; e de repente não sabemos mais de onde somos. A tia do balcão do restaurante não é a mesma, a padaria reformou e trocou de dono, todos os seus amigos se mudaram ou estão em empregos diferentes com um papo de “tive que mudar de ramo, aquele nosso agora tá osso”. E aí bate aquela neura de ver sites lotados de ofertas de emprego e quase nenhuma serve pra você. As contas a pagar empilham e a conta do banco vai morrendo de inanição.

Nisso vamos atirando pra tudo que é lado, procurando coisa pra fazer, num primeiro momento se focando nas coisas mais legais e já planejando para, no futuro, quem sabe se não rolar correr atrás de algo diferente em outra cidade ou nessa mesma. Porque o importante é não parar, ficar sempre nessa paranoia, que assim dizem que seremos mais felizes um dia desse aí no futuro. Acho engraçado como sempre nos vendem o conceito de que ser feliz hoje é errado, mas isso é assunto pra outro dia.

Vou escrevendo groselha por aqui nesse meio tempo, que é bom evitar o sedentarismo e sempre tem algum maluco que acaba lendo. Olá você!

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Essa coisa toda de casamento

Não sei se todos vocês sabem, mas me pediram em casamento e eu topei.

Globo de Espelhos portátil

 

Foi num lugar bonito, com jantar legal, champagne e tudo o mais. Eu gostei da ideia de passar o resto da minha vida do lado dele, e fiquei super feliz.

O esquisito é que eu sempre achei que casamento fosse sobre decidir estar ao lado de alguém pro resto da vida, e que achar alguém que está disposto a aguentar todas as suas neuras e manias pra sempre é uma coisa muito legal.

Aí fui contar pra “galerë”, e a coisa ficou bizarra. Parece que todo mundo espera que você case o mais rápido possível logo depois do pedido, talvez pra evitar que o noivo fuja. De repente, quase todas as suas conversas com mulheres têm um único assunto pelo menos durante meia hora após a revelação do fato. Perguntam onde vai ser, como é o vestido, se a festa vai ser grande ou pequena… Sempre fico triste ao ver que o conceito da brincadeira toda foi tão modificado que se dá mais importância à festa e ao vestido que ao “felizes para sempre”, e agora acabo evitando o assunto sempre que posso.

Pra ser sincera, eu não faço ideia de quando vou me casar, nem sei onde, nem de que cor. Talvez eu vá um dia ali no cartório, vista uma camiseta, jeans e all-star, pague as doletas necessárias e saia de lá com um papel que diz que eu tô legalmente presa a ele. Me perguntam: e a mágica? E o casamento com igreja e festa e lua de mel; o evento mais importante da vida da mulher em tantos países e culturas?

Eu te conto: a mágica acontece todo dia que eu olhar pra ele e me sentir feliz. Quando acordamos naquele clima bodeado de ressaca com a pia vazando e a vizinha ouvindo Celine Dion no último volume, quando temos que ligar pro suporte técnico do Speedy e passar aquela pilha de camisas de algodão, e ainda assim formos capazes de olhar um pro outro, sorrir e dizer “te amo”. Já me basta.

Mas eu totalmente topo a parte da lua de mel.

 
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Publicado por em 22/08/2011 em Disclaimer, Doideras, Myself and I

 

Goodbye, Cruel World.

Quarto semi-vazio

Dá dando eco.

Hoje tirei a maior parte da mudança de casa, depois de muita experiência em Tetris e ajuda de amigos pra conseguir fazer tudo caber num micro-ônibus escolar. Sobrou computador e algumas malas de roupas, que vão embora amanhã.

Tenho mania de ser muito bagunceira, então com o tempo aprendi a concentrar minha bagunça em certos lugares pra não atrapalhar a vida alheia. Consequentemente, eu também tenho apreço maior por esses lugares, visto que é ali que consigo expressar minha selvageria desorganizada de maneira mais enfática. Nesse caso, meu quarto era minha bagunça gigante. Sabe aquela roupa usada só uma vez, que você não quer voltar no guarda-roupa porque tá semi-suja e não quer botar pra lavar porque tá semi-limpa? O destino era a cadeira do computador enquanto eu dormia, e a cama enquanto eu estava no computador. Não era muito eficiente, mas funcionava.

Minha irmã, seu namorado e sua grã-sogra (vó de namorado é o quê exatamente?) buscaram a mudança. A senhorinha reclamava que ninguém deixava ela carregar as coisas, onde já se viu, ela dirige caminhão há 56 anos e tem vigor pra carregar mudança! Foi um trampo colocar o colchão no elevador, pois faltavam uns 2 centímetros de abertura de porta que foram superados pela ogrice do Erik.

As costas doem devido a 2 dias de encaixotamento intenso. Encaxotei tudo que eu tinha: livros, CDs, DVDs, pelúcias de vaquinha. Botei na mala os jogos de PS3. Tô tão profissional em mudança que desmontei minha mesa do computador em menos de 15 minutos.

Mudança faz bem, geralmente. É triste largar amigos, emprego e tudo o mais pra trás? Claro que é. Bate aquela dorzinha de que, talvez, você os largou na mão. Mas depois você vê que é praticamente tudo paranóia, e que o medo é na verdade de ficar sem eles. Sem neura: pra quê serve rede social, não é mesmo?

Semana que vem começa a sabatina parentesca: visitarei muitos parentes antes de ir. Espero que dê tempo de jogar alguma coisinha.

 
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Publicado por em 16/04/2011 em Myself and I

 

Reorganizando a vida

Bagunça

Bagunçado? Magina!

Aqui estou eu, meio bebada, com vontade de dançar, ouvindo minha playlist cheia de Lady Gaga, Katy Perry e outras da mesma laia arrumando o quarto.

Acho que durmo na sala hoje.

UPDATE: Consegui, pelo menos, limpar o caminho da porta até a cama e a cama em si, e são só 3 da manhã. Ufa.

 
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Publicado por em 15/04/2011 em Myself and I

 
 
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