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Último dia

Acabou. Depois de tanto tempo dirigindo quarenta minutos, depois estacionando, esperando trem, ficando no trem por mais uma hora e caminhando dez minutos até a aula, pra chegar lá e ficar o dia inteiro aprendendo como deixar meus projetos menos bagunçados e mais burocráticos, hoje acabou. Só tenho uma lição de casa pra entregar via email e já era.

Fico feliz pelo curso ter acabado; o longo translado e as aulas chatas já estavam me deixando num estado quase vegetativo onde nada me deixava feliz. Agora, vou poder me focar no trabalho e na cerveja, essa amiga de todo dia.

Triste é ver essa gente legal e de todas as partes do mudo voltarem a suas casas, largando a doidera californiana e voltando pros seus empregos, mulheres ou até mesmo mamães. Como sempre, a falta do amigo que vai embora é mais sentida que qualquer outra coisa. A boa notícia é que agora tenho amigos por todo o mundo; se eu quiser viajar até pro Vietnã eu tenho onde ficar. Ninguém liga pra falta de aula; por que será?

 

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Publicado por em 02/12/2011 em Uncategorized

 

Beaujolais Noveau

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Vinhos franceses, muitas vezes, vem acompanhados de significado e rituais. No caso desse, só se deve consumi-lo no mesmo ano em que ele foi produzido. Por ser um vinho pouco fermentado, ou no jargão, jovem, ele não fica bom se guardado por muito tempo. Só existe no mercado durante o fim do ano: se achar um desse na loja depois de dezembro, evite.

Ele traz todo um gosto jovem: turrão, forte, muito álcool, com um leve gosto de fruta no fundo. Que nem coisas novas mesmo, que de início são estranhas e atribuladas.

Há alguns meses, meu pai foi mandado embora do emprego que ele tinha já há 25 anos. Amanhã ele começa um emprego novo. Emprego que, de início, muito provavelmente será tão turrão quanto esse vinho, e que com o tempo se tornará mais complexo e menos ácido.

Um brinde a todos!

 
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Publicado por em 30/11/2011 em Doideras

 

Onigiri

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Ontem fiz onigiris recheados com tamagoyaki. Tive que improvisar: o saquê foi diferente e o arroz foi comprado na amazon – arroz mais caro que já comprei na vida.

Ficou muito bom e me lembrou de casa, de quando eu e minha irmã compramos um pacotaço de umeboshi e fizemos onigiris, pra depois descobrir que aquela ameixa em conserva tinha um sabor… Esquisito. Ok, os próximos vai sem recheio né? Só sal e alga tá excelente!

Hoje comentei com uma japonesa que usei o tamagoyaki como recheio, e ela disse que nunca tinha pensado em usá-lo assim e que deve ficar bem gostoso mesmo. O leve doce do omelete combina bem com o leve salgadinho que fica no bolinho quando o enrolamos com as mãos. Mãos essas que ficam queimadas, toda vez, sem exceção. E todo o tempero é uma coisa leve, os bolinhos são moldados com carinho e cuidado e ver aquele pequeno exército de triângulos com alga lembra pokémon, lembra Zelda, lembra toda aquela turma que você chamava toda semana pra ir “na Liba” e ficar na fila do Aska por uma tigela de shoyu lámen.

Apesar do ambiente tão caótico e dos terremotos, japoneses ainda guardam uma serenidade dentro deles que é difícil de entender e lindo de se ver.

Pena que eu ainda não achei nenhum lámen bom por aqui. Quem sabe um dia.

 
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Publicado por em 29/11/2011 em Doideras

 

iPhone XL

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Teve a Black Friday esses dias aqui. Gente louca fazendo compra e gastando muito dinheiro. Meio que entramos na onda aqui em casa: compramos três iPads. Mas juro que só um ficou aqui.

Decidi baixar o aplicativo do WordPress e ver qualé, qual foi e por que que tu tá nessa, depois de ver muita gente reclamando do tal app nas comunidades da vida. Confesso que ele é meia boca. As fotos aparecem apenas como código html no post, não permitindo que você tenha uma noção básica de como o post está enquanto escreve. Pelo menos ainda não vi os temíveis bugs que tanto ouvi sobre.

Enquanto a máquina de lavar louça resolve o problema da cozinha suja por mim, vou ali fazer um dos últimos trabalhos do meu curso de Project Management. Quase no fim. Dá uma alegria danada saber disso.

Decidi que vou escrever todo dia alguma coisa, só pra manter a habilidade razoavelmente afiada. Nem que seja só asneira, que nem hoje.

Te contar que esse teclado do iPad até que funciona legal? 🙂

 
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Publicado por em 29/11/2011 em Consumismo

 

Eu fui: Richard Cheese & Lounge Against the Machine

Bonachisse em pessoa.

Foi divertido. Cheese e sua banda laticínica tocaram no Bimbo’s 365, uma casa de shows super tradicional de San Francisco. Show sentado, com mesa, garçom e comida, do jeito que era antigamente.

Richard Cheese exibe durante a noite todo seu humor sarcástico e cheio de piadas sexistas, que a galera daqui leva na boa vendo que ele também leva na boa e respeita todo mundo. Muito competente em lidar com público e usando sua já famosa voz de veludo, andando pela platéia e trocando de roupa feito popstar, fez versões de clássicos como Baby Got Back, Like a G6, Just Dance e Creep. Deixou a galera antiga triste pela falta de hits como Welcome to the Jungle, Sunday Bloody Sunday e Man in the Box. Vale lembrar o ápice da noite: após distribuir para as primeiras fileiras copinhos cheios de água com sabão e argolas fazedoras de bolhas, Cheese tocou o tema de Bob Esponja. Tão emocionante… deu pra chorar. De rir.

Se ele estiver passando perto de onde você mora, recomendo ir ver o show do moço. Dá pra dar umas boas risadas. Caso não, dê uma ouvida que é sempre divertido.

 
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Publicado por em 08/09/2011 em Tem que ver isso aí

 

Última Jogada: inFamous 2

Pro verão, camiseta e diapasão.

Já perceberam essa tendência de dar nome pras coisas com letras maiúsculas no meio à la iPod? É.

Gostei. Resolveram a monotonia das quests secundárias, tiraram aquelas garras elétricas que ninguém lembrava de usar e me deram uma arma.

Também deixaram a voz do protagonista menos cavernosa e a história toda dele mais leve, o que faz total sentido considerando que ele é um cara de vinte e poucos anos que trabalhava de office boy e só. Achei mais autêntico. Também gostei das reviravoltas de enredo; não tão doidas quanto as do primeiro jogo, mas muito boas mesmo assim. O final é bem doido também, e bem inesperado.

O visual é mais bonito e variado, deixando claro que a segunda edição teve um orçamento mais amigo. Os pombos-correio e as blast shards agora são encontráveis e muito mais agradáveis de se correr atrás.

Só não gostei das quests criadas por usuário. Além de ter um troféu pra quem cria uma fase, o que deixa todas as cidades lotadas de quests mal planejadas e horrorosas, e ter o troféu de jogar as últimas fases criadas, o que te leva a jogar diversas fases horrorosas e mal planejadas, de 10 quests que joguei, 8 bugaram horrivelmente com NPCs travados, o que me fez não conseguir terminá-las.

Platina fácil, aliás. Basta jogar duas vezes. Aliás, jogo tão tranquilo que dá até pra pegar o troféu de fechar no hard. Podem botar fé.

Agora voltarei pros jogos de tiro, que eles estão fazendo volume na minha estante.

 
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Publicado por em 07/09/2011 em Jogando

 

Pregando peças #1: Hackeando a Wikipedia

Profissão requerida: professor(a) de ensino fundamental ou médio.

  1. Pense num assunto daqueles bem nada a ver que professor costuma pedir pra garotada fazer trabalho a respeito, por exemplo “Minhocas”
  2. Entre na Wikipedia, copie pro seu computador o verbete todo a respeito e modifique-o, inserindo informação falsa e, principalmente, lendas urbanas como se fossem verdade.
  3. Peça pros alunos fazerem tal trabalho sobre tal assunto.
  4. Estipule um prazo curto e peça que o trabalho seja entregue digitado. Também reforce o quanto você não gosta de cópias de Wikipedia.
  5. Uma hora antes de ir pra escola no dia da entrega, volte o artigo ao seu estado original.
  6. Divirta-se ao corrigir os trabalhos.
Imagina o dia que isso aqui chegar no Brasil? Ou os professores param de pedir trabalhos esdrúxulos pra crianças de 10 anos de idade, ou vai rolar revolução na escola. Ou…
Eu tive que fazer esse das minhocas quando era pirralha, nove aninhos. Fui na biblioteca municipal de São Bernardo do Campo com a minha mãe e pegamos umas revistas Globo Rural dos anos 80 pra falar sobre cultivo de minhocas. Também falamos sobre a parte biológica usando livros acadêmicos. Tive que encher um tanto forte de linguiça. Mãe teve que me ajudar na pesquisa pois é difícil pra uma criança pesquisar coisas numa biblioteca onde a coisa mais tecnológica que tinha era um mimeógrafo. Fora o mínimo estipulado de oito páginas. Oito. Obrigada escola, por não me ensinar nada sobre o poder da síntese. Mesmo assim, dá orgulho olhar pra trás e saber que já fiz muita coisa sem a ajuda da internet. Ou da Wikipedia.
 
1 comentário

Publicado por em 30/08/2011 em Pregando Peças

 
 
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